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Cristas quer “partido de todos” sem rótulos de partido de ricos, patrões ou quadros

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defende na sua moção ao Congresso que o grande desafio dos centristas é afirmarem-se como “o partido de todos”, ultrapassando rótulos de partido de quadros, ricos ou patrões.

Na moção “CDS – Um passo à frente”, a líder centrista reitera que o partido deve disputar as eleições europeias e as legislativas em listas próprias, e sublinha a importância da “proximidade às pessoas”, objetivo pelo qual anuncia o lançamento da CDS TV.

A presidente do CDS recandidata-se à liderança do partido no 27.º Congresso, que se realiza a 10 e 11 de março, em Lamego, defendendo a necessidade de o partido saber cativar os jovens, que “porventura têm um voto mais livre”, assim como todos aqueles que têm disponibilidade para “outro tipo de militância, uma militância digital”.

“Este é o grande desafio do CDS: fiel aos seus princípios fundadores, retirar os rótulos que foram sendo colados injustamente ao nosso partido, e deixar que, de forma mais livre, sem preconceitos e pré-entendimentos, se possa olhar para o CDS de hoje pelas suas propostas e pelos seus protagonistas”, argumenta.

A líder centrista afirma querer “um CDS que já não é visto como partido ‘dos ricos’, ‘dos patrões’ ou ‘dos quadros’, mas é o partido de todos, de todas as idades, homens e mulheres, rapazes e raparigas, que valorizam mais o trabalho, o mérito, as ideias, o afinco, a credibilidade, e, sobretudo, a imaginação, a força criativa e o entusiamo”.

Assunção Cristas olha para os próximos desafios eleitorais e, nas eleições regionais, promete trabalhar “em conjunto com o CDS-Madeira, no respeito pela sua autonomia, para que também aí o partido seja bem-sucedido”.

“No que respeita às eleições nacionais, dois anos volvidos, não vejo razão para nos desviarmos do caminho proposto no congresso de Gondomar e aí sufragado pelo partido. Pelo contrário, vejo razões de reforço desta escolha”, argumenta.

A presidente do CDS reitera a ideia que tem vindo a defender, segundo a qual “em 2019, ganha quem conseguir reunir um apoio parlamentar de 116 deputados”.

“Queremos ser a primeira escolha dos portugueses e dar o máximo contributo para atingir esse número. Somos alternativa de centro-direita ao Governo das esquerdas unidas”, declara.

Para isso, Assunção Cristas propõe “o envolvimento intenso e sistemático de todos” e vinca: “Todos são todos. Os de dentro do partido e os de fora, que se interessam pelo CDS e veem em nós uma oportunidade de mudança apelativa, credível, moderada, sensata”.

“Para isto temos de reforçar as estruturas, continuar a abrir o partido à colaboração de independentes e, cada vez mais, andar no terreno, a ouvir as preocupações, as prioridades, as ideias de quem as quer partilhar connosco”, defende.

Defendendo uma estratégia para um “partido que está próximo das pessoas”, a líder centrista anuncia que o partido vai “lançar, de forma progressiva, a CDS TV”, que dará conta dos pontos mais importantes da intervenção política.

Assunção Cristas considera que o CDS “tem vindo a reforçar a sua capacidade de atração” e “tem agregado muitos que em vários momentos se haviam desligado do partido”, apontando para “um grande dinamismo na entrada de novos militantes”, com quatro mil novos militantes nos últimos dois anos, 400 no último mês.

“O partido está reforçado nas suas estruturas. Neste momento, temos todas as Distritais eleitas e dezenas de concelhias com mandatos novos ou renovados. Estamos preparados e continuamente a reforçarmo-nos para os próximos desafios eleitorais”, afirma.

O prazo para apresentação de moções de estratégia global e de moções setoriais ao Congresso do CDS terminou às 00:00.

*Lusa / Foto: Manuel Araújo / Lusa

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