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Quarta-feira, Março 3, 2021
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Festival IndieLisboa começa hoje com novo retrato do cinema independente

A 15.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Lisboa — IndieLisboa começa hoje, em várias salas da capital portuguesa, com uma programação que abre e encerra com filme portugueses e conta com quase 50 obras nacionais.

“Abrir o festival com um filme português e fechar com um filme português é obviamente uma declaração de amor ao cinema português e uma chamada de atenção para a necessidade de preservar este ecossistema do cinema português, naquilo que tem de mais autónomo, mais livre, mais independente, como o festival”, afirmou um dos diretores do IndieLisboa, Nuno Sena, à agência Lusa.
O festival abre hoje com ‘A Árvore’, ficção de André Gil Mata rodada integralmente na Bósnia-Herzegovina e que também integra a competição nacional, e encerra a 06 de maio com ‘Raiva’, de Sérgio Tréfaut, a partir do romance ‘Seara de vento’, de Manuel da Fonseca.
Segundo Nuno Sena, o IndieLisboa tenta ser, a cada edição, “um retrato do ano cinematográfico em curso, mostrando produções inéditas em Portugal”.
“A nossa responsabilidade em relação ao cinema português é a de ser o primeiro momento de nascimento público destes filmes e tentar projetá-los para o público nacional, mas também para um potencial percurso internacional”, sublinhou.
Além de ‘A árvore’, a competição portuguesa de longas-metragens contará com os filmes ‘Tempo Comum’, de Susana Nobre, ‘Our Madness’, de João Viana, ‘Mariphasa’, de Sandro Aguilar e ‘Bostofrio, où le ciel rejoint la terre’, de Paulo Carneiro.
A competição de curtas-metragens contará com 16 filmes, entre os quais ‘Anjo’, estreia do ator Miguel Nunes na realização, ‘Russa’, de João Salaviza e Ricardo Alves Jr., ‘Sleepwalk’, de Filipe Melo, ‘Self destructive boys’, de André Santos e Marco Leão, e ‘Amor, Avenidas Novas’, de Duarte Coimbra, já selecionado este ano para Cannes.
Este ano, o IndieLisboa mostrará 245 filmes. A ambição é ‘tentar fazer uma súmula do que parece mais relevante, mais original, mais inovador’, disse Nuno Sena.
Da programação, destaque para as retrospetivas dedicadas à realizadora argentina Lucrecia Martel, que estará em Portugal para apresentar o mais recente filme, ‘Zama’, e ao realizador francês Jacques Rozier, 91 anos, uma das primeiras figuras da ‘Nouvelle Vague’.
O IndieLisboa decorrerá no Cinema São Jorge, na Culturgest, na Cinemateca e no Cinema Ideal, mas terá também programação na Biblioteca Palácio Galveias e na Casa Independente.
*Lusa / Foto: MÁRIO CRUZ

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