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Lançamento do novo livro de Maria João Fernandes acontece hoje na Biblioteca Nacional às 18 horas

Busca do Amor Perdido, O Bilhete Postal Ilustrado e a Poesia de 1900 a 1920 (Cartas de Amor de desconhecidos em Postais do Período Arte Nova e até aos anos 20)

O Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande, 83, Lisboa) recebe, esta segunda-feira 8 de abril, às 18h00 a apresentação do livro de Maria João Fernandes Em Busca do Amor Perdido, O Bilhete Postal Ilustrado e a Poesia de 1900 a 1920 (Cartas de Amor de desconhecidos em Postais do Período Arte Nova e até aos anos 20) uma edição Afrontamento, Porto.

A apresentação estará a cargo da professora, ensaísta, dramaturga e poeta Teresa Rita Lopes.

A sessão será presidida pela diretora da Biblioteca NacionalInês Cordeiro.

Estarão ainda presentes Eduardo Lourenço, autor do Prefácio que conta ainda com outro texto de abertura de Fernando Guimarães, o editor José Ribeiro, a autora e o poeta Gonçalo Salvado que lerão fragmentos de cartas e alguns poemas.


Maria João Fernandes acompanhada por Gonçalo Salvado e Eduardo Lourenço

Seguir-se-á um momento musical com Ana Paula (Voz) e Custódio Castelo(Guitarra Portuguesa) que interpretarão poemas de amor.

O livro Em Busca do Amor Perdido de Maria João Fernandes, crítica de arte, ensaísta e poeta, devolve-nos a nossa memória afetiva de há um século, através de uma espantosa busca que voltou a unir cerca de oitenta casais anónimos, cujas cartas escritas em postais do período Arte Nova e até aos anos 20, se encontravam perdidas ou dispersas.

Em diferentes lugares e por vezes com anos de intervalo, a autora reuniu as cartas de apaixonados, namorados, noivos ou esposos, que o tempo tinha separado e iriam irremediavelmente perder-se.

Contrariando a lógica do tempo que tende a destruir e a apagar, estas efémeras expressões de sentimentos anónimos foram resgatadas ao caos do esquecimento, construindo uma verdadeira Arte de Amar, expressão intemporal do amor romântico que assumiu no período em causa uma extraordinária beleza, quer na fotografia, na ilustração e na pintura, quer na poesia, amplamente representadas no livro.

Esta última sob a forma de uma antologia com os temas da carta de amor e do beijo que pela primeira vez reúne os poetas e poetisas do período Arte Nova e até aos anos 20, entre grandes nomes como Teixeira de Pascoaes ou Fernando Pessoa e outros praticamente anónimos ou desconhecidos do grande público.

Através do postal, veículo excecional de toda uma civilização, o livro recolhe esta herança de um valor inestimável e transporta para o presente e para o futuro, o legado imortal do amor, afirmando o seu triunfo sobre a morte e sobre o esquecimento.

Na era da comunicação global, da internet, esta obra volta a colocar a carta, o seu valor histórico, documental e afetivo no centro das atenções, valorizando um património que a todos pertence e assume hoje uma dimensão e um interesse internacionais.

Em sete capítulos, o número alquímico e da criação, e em correspondência com a literatura contemporânea desse período, desenvolvem-se os principais temas do livro: A Viagem, O Amor em Tempo de Guerra, Os Idílios de Namorados, As Cartas a Uma Noiva, O Código Secreto do Amor, Os Sonhos do Dia e da Noite (o imaginário envolvido no conjunto) e O Triunfo do Amor (Antologia Poética com os temas da Carta de Amor e do Beijo).

A autora introduz a obra com um grande ensaio sobre o Amor e uma ficção inspirada pelos casais do livro, assim como cada capítulo, que abre e fecha com um poema assinado pelo seu pseudónimo Joana Lapa.

O livro é totalmente ilustrado com cartas reais de cada casal e representa um verdadeiro documento de época e intemporal que relembra alguns dos melhores fotógrafos, ilustradores e pintores do período Arte Nova e até aos anos 20, franceses, alemães, ingleses e italianos.

A dimensão intemporal do tema, a sua novidade e ineditismo são reforçadas pelo esplendor das imagens que se revela em cada página e pelo conteúdo, sugerindo que o amor é um código secreto cuja chave se perdeu e que somos convidados a redescobrir.

Os casais franceses (as suas cartas foram naturalmente traduzidas), sobretudo os do período da guerra de 14/18 apontam para uma desejada projeção, num plano internacional, desta obra.

O design foi concebido por verdadeiros artistas, os gráficos da Dupla Design que fizeram dela um objeto para fruição estética e artística.

Uma projeto que envolveu uma pesquisa e um trabalho de cerca de dez anos da autora, mais três anos dedicados à sua concretização, culminando numa obra magnífica que hoje inicia na Biblioteca Nacional de Portugal o seu périplo na cultura portuguesa e europeia, como um legado amoroso intemporal e universal, de uma beleza e de uma poesia incomparáveis.

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