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Escolas têm de ter um sério reforço da segurança sanitária

Os efeitos da pandemia exigem dos responsáveis do Ministério da Educação ação e não apenas palavras. Nestes tempos difíceis, professores e educadores continuam sobrecarregados nas suas funções e sem as necessárias condições. E não entendem o porquê de, estando na linha da frente, não fazerem parte do grupo prioritário de vacinação

O SPZC considera que se vive um momento particularmente sensível e de preocupação a nível da saúde pública, agravado neste mês de janeiro, que exigirá um esforço acrescido de todos neste contexto de novo confinamento. 

Os educadores e professores estão claramente na primeira linha de resposta a dar às solicitações de alunos e comunidade neste tempo de pandemia. 

Mas uma coisa é certa, o Ministério da Educação não fez o trabalho de casa no que diz respeito à criação de condições para o bom funcionamento das escolas.

Faltam recursos que permitam aos docentes fazer face à sobrecarga de trabalho com que desde o início deste ano escolar estão confrontados.

Falta a inclusão dos docentes nos grupos prioritários na vacinação.

Falta uma resposta eficaz para os professores e educadores de grupos de risco.

Falta a necessária redução do número de alunos por turma, de forma a ser respeitado o distanciamento físico de segurança. 

Este confinamento, no que diz respeito às medidas anunciadas e agora em vigor, tem pouco de confinamento.

São inúmeras as exceções ao mesmo. 

O SPZC está preocupado com os cerca de três milhões de alunos, pais e encarregados de educação em circulação diária.

A mobilidade deste elevado número de pessoas, muitas delas utilizando o transporte público, são um enorme risco a nível de cadeias de transmissão da covid-19.

Perante as inúmeras interrogações que se levantam, e não pondo de parte a importância inigualável do ensino presencial, o eventual recurso ao ensino misto não deverá ser descartado.

De forma particular os alunos pertencentes aos sectores de ensino mais avançados. 

Apesar desta situação difícil e complexa, o SPZC continua inteiramente ao serviço dos docentes.

O apoio sindical, a formação e as áreas social e cultural serão as pedras de toque da atuação, com uma proximidade permanente e constante e estamos disponíveis para o ajudar. 

Porque se está no início de mais um ano civil, o SPZC não poderá deixar de transmitir uma nota de descontentamento pelos resultados havidos nas negociações no âmbito da Administração Pública.

Lamentavelmente, os aumentos para este ano, uma vez mais, não incluirão os docentes.

Já lá vai mais de uma década com desvalorização salarial e perda do poder de compra.

Não é desta forma que se atraem os desejáveis e necessários novos professores para o sistema educativo.

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