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UBI prepara crianças e jovens com cursos de Suporte Básico de Vida

A iniciativa, promovida por profissionais com experiência na área da emergência pré-hospitalar abrangeu cerca de 350 alunos de escolas da região.

A Universidade da Beira Interior (UBI) está a promover uma ação de sensibilização e formação da comunidade escolar da região em Suporte Básico de Vida (SBV).

“Compressão pelo Coração” é como se designa o projeto que teve origem entre os elementos de um grupo de antigos alunos da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS-UBI) e se desenvolve com o apoio do LaC – Laboratório de Competências da mesma faculdade, visando partilhar o conhecimento em SBV com a população, nomeadamente com os mais novos.

O grupo que se desloca às escolas integra médicos, alunos dos vários anos de Medicina acompanhados de docentes, enfermeiros e técnicos de emergência, muitos deles com vasta formação e experiência na área de urgência pré-hospitalar.

Estes dinamizadores promovem as sessões durante o seu tempo livre e de forma voluntária, transmitindo os conhecimentos em SBV de forma adaptada a cada faixa etária, partilhando experiências e respondendo às inúmeras questões dos mais pequenos.

Durante as sessões utilizam equipamento da FCS-UBI, como simuladores e Desfibrilhadores Automáticos Externos de treino em SBV.

“Compressão pelo Coração” teve início a 24 de fevereiro, tendo sido possível dar formação a mais de 350 alunos do Ensino Básico ao Secundário e Profissional, de dois agrupamentos de escolas da Covilhã e um de Viseu.

A última ação decorreu no Agrupamento de Escolas A Lã e a Neve, na Covilhã, no passado dia 20 de abril.

A importância da ação “Compressão pelo Coração” justifica-se pelo facto de a formação de crianças e jovens ser a forma mais eficaz de assegurar que uma grande proporção da população adquira capacidades para salvar vidas.

Em Portugal, todos os anos, 10 mil pessoas são vítimas de morte súbita.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), diariamente, este número atinge cerca de 20 mil pessoas.

Após uma paragem cardiorrespiratória, a vítima perde 10 por cento de hipóteses de sobrevivência a cada minuto que passa.

Ou seja, ao fim de cinco minutos sem assistência, a vítima tem apenas 50 por cento de probabilidade de sobreviver.

Menos de 1% da população geral sabe como avaliar ou lidar com uma situação de paragem cardiorrespiratória.

Estima-se que, se cerca de 15-20 por cento da população fosse capacitada para a realização de reanimação cardiopulmonar (RCP), a mortalidade por paragem cardíaca fora do hospital diminuiria significativamente.

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